Eu e o Facebook

À dois meses atrás decidi desactivar a minha conta no Facebook!

As redes sociais tem um gancho adictivo que convem saber controlar, mas longe do problema da adicção, o problema reside essencialmente no conteudo, quase todo ele de qualidade dubia, fora de contexto e que nos informa de coisas de muito pouca relevância.

Se eu quiser cortar na casaca de alguem, saber de noticias dos miúdos dos amigos ou combinar uma tainada faço o melhor que sei, socializar em carne e osso.

Assim que decidi voltar a reactivar a minha conta do Facebook para partilhar nela o que realmente me interessa, as minhas barbaridades, aventuras e desventuras, para alem das vezes que ofereço um voo gratis ao meu bom amigo Martelo!

Alterei o meu nome, de Rui, para LoneRider, porque esta é a primeira de um sem fim de publicações publicas, e porque não interessa quem faz passar a mensagem, mas sim o que mensagem leva cada um!

Podia pedir que me seguissem directamente no meu Blog, mas acredito que uma leitura fugaz no Facebook é muito mais comodo, o que é compreensivel.

Mas o blog existe e está activo, se vocês quiserem seguir, estejam à vontade!

Boas Curvas a todos!

Rui Vieira aka LoneRider

 

Pescoço com mais de 40…

O Sr. LoneRider tem um pescoço com mais de 40 o que será mais propenso a que sofra da patologia que sofre”

Como se atreve um médico a insultar o meu pescoço desta maneira!?

Este pescoço, forte e maciço, esculpido à base de oferecer resistência aerodinâmica aos ritmos impostos pela Maria das Curvas ao longo destes anos em que viajamos juntos.

Que se lixe as patologias e os problemas respiratórios e disfunções mecânicas e eréctil (espera lá! Eréctil não! Vade-retro chifrudo!).

Só por causa das coisas, vou continuar a fazer o que faço. Ir ao ginásio, fazer treino muscular, cardiovascular e as minhas andanças kilométricas para manter este corpo mais ou menos forte e em forma. 

Além disso, e isto é a parte melhor, vou manter os meus dois pescoços bem fortes e maciços, seja andando de mota seja através da função eréctil.

Por falar em função eréctil… 

Vê lá se acordas  ó molengão, que estamos quase a chegar a casa! 

Uma subida para Rupert

As vezes saio ao monte com Artax, outras vezes com Rupert. 

Numa dessas saídas dei por mim a fazer os mesmos caminhos que faço com a Artax. 

 

Uma vez lembrei-me de desafiar o meu bom amigo Eddie para vir conhecer as boas aptitudes como escalador do Rupert. 

Numa mistura de medo e confiança, Eddie entrou em Rupert e gravou com o seu telemóvel este pequeno vídeo. 

DiY- Mudar o Oleo ao Motor

Ola!
Andar de mota é o que nos move neste mundo, mas para alguns, saber como a sua mota funciona e até mesmo poder mexer nela é parte importante do mundo motociclístico. Alem disso, permite alguma economia no que a gastos de manutenção se refere.
Existem operações de manutenção que são fáceis de realizar por qualquer pessoa, mas muitos não se arriscam a faze-lo por falta de bases, o que me parece sensato. Mas, em vez de entregar o peixe já pescado, morto e amanhado, porque não ensinar a pescar?
E por isso que ponho à minha disposição a minha (pouca) experiencia, para vos iluminar o caminho para que vocês mesmo se aventurem neste magnifico mundo de conhecer as entranhas das vossas motos!
A nossa cobaia vai ser a Dorothy, que necessita de mudar o óleo, assim mudar o filtro de ar.

Antes de começarmos a desapertar parafusos e a “desmembrar” a mota, convem fazer os preparativos da coisa.
Comprar as peças que se vão repor, assim como os possíveis consumíveis (molas, anilhas, borrachas, etc) e saber que ferramentas se devem ter à mão para a operação.
Uma boa preparação é uma boa maneira de evitar momentos de pânico e incerteza quando já estamos com a mão na massa.

Ter os manuais de serviço ajuda muito quando se trata de uma moto com carenagens.
Alem do mais uma VFR tem um sistema pouco vulgar de fixação que obriga a alguns cuidados no que refere a desmontar e montar as carenagens.

Ter uma caixinha como esta, que ajuda a separar os diferentes rebites plásticos, anilhas, parafusos e peças que necessites retirar é sempre uma mais valia.

Antes de desmontar observa, estuda como está montado, verifica se tens as ferramentas necessárias e sobretudo, evita forçar encaixes e parafusos.
Tirar as carenagens a uma mota pode ter uma técnica especifica que requer saber como actuar. No caso da VFR, as carenagens laterais saem como se de uma porta corrediça se tratara, sendo que cada lateral esta fixa em apenas 4 pontos. Convem ter rebites plásticos de suplência porque existe sempre a possibilidade de que algum se parta, seja a remover do seu sitio, seja ao apertar quando se monta a carenagem.

Aqui temos a Dorothy descascada só para nós.

Desta vez fomos um pouco mais longe e desmontamos as laterais do deposito, para o levantar e aceder à caixa do filtro de ar.
O objectivo era inspecionar o elemento filtrante e, se necessário, mudar o filtro de ar.

Estava muito sujo assim que, devido a que ia fazer uma viagem grande e tinha o filtro novo comigo, decidi mudar.
Em caso de não se mudar, podes limpar.
Limpar este tipo de filtro resume-se a sopra-lo com ar comprimido no sentido inverso à da circulação de ar. Ou seja, deve soprar o filtro sempre da cara mais limpa para mais suja, de forma a que pressão do ar liberte as partículas aderidas ao filtro e o deixe o mais limpo possível.

Uma vez recolocado o filtro, devemos isolar a caixa de ar.
Normalmente a caixa de ar tem uma borracha que dá estanquicidade ao circuito, mas é sempre boa practica molhar essa borracha com óleo de motor (ou valvulina) para que esta adira correctamente garantido assim a estanquicidade. Para tal uma ampolia de óleo molhamos a ponta do dedo com óleo e vamos passando o dedo na borracha. Basta que a borracha fique viscosa, não é necessário afoga-la em óleo.

Apertar os parafusos da caixa de ar é outro momento que requer atenção.
Primeiro a maioria dos parafusos estão roscados no plástico, assim que não é necessário apertar muito. Basta ajustar.
Depois inicialmente deve-se apertar em cruz, para permitir uma força de aperto igual e que a peça encaixe perfeitamente no seu leito.

OK!
Vamos ao que interessa!
Para retirar o óleo do motor convém que este esteja quente, porque esta mais fluido, escorre mais depressa e arrasta com ele eventuais detritos que possam residir dentro do motor (Carter).
Enquanto o óleo escorre, podemos fazer outras operações…

Como mudar o filtro de óleo….

… ou as velas, o filtro de ar, a bateria….
Enfim!
Tudo menos afinar as válvulas!
Porquê?
Porque para afinar as válvulas é imperativo que o motor esteja frio e se mudas o óleo com este a temperatura de funcionamento do motor não se pode afinar as válvulas.

Com o filtro novo na mão, pedimos de novo ajuda a ampolia do óleo para “besuntar” a junta do filtro. O propósito é precisamente o mesmo que na caixa de ar. Permitir que este adira ao leito sem que fique dobrado ou torcido de forma que se escape por ali o óleo.

O fitro tem um binário de aperto, mas eu sempre fui apologista de dizer que o único que um filtro quer é um aconchego, por isso aperto-os à mão. Levem em conta que, o filtro é um “recipiente” volátil, que se ajusta ao motor com as vibrações que este produz e que depois se tem que retirar numa muda de óleo seguinte.
Não convem apertar muito porque se correr o risco de depois não se conseguir desenroscar.

O mesmo já não digo sobre o parafuso de drenagem.
Convem saber o binário de aperto, mudar a anilha de cobre (ou alumínio, latão, etc) que tem e aperta-lo convenientemente, com a ajuda da dinamométrica e depois do motor estar (mais ou menos) frio.

O liquido lubrificante deve cumprir sempre com as especificações mínimas do fabricante, assim como ser apto para as embraiagens banhadas a óleo.
A marca para mim é indiferente, se bem que para as motas mais recentes convém por sintético para garantir uma boa performance ao longo dos intervalos de manutenção. No entanto no caso das Milf (mais de 15 anos) ou avozinhas (mais de 30 anos), se houver um óleo correspondente que seja mineral eu não desaconselho porque os intervalos de muda são muito mais curtos. Existem ainda motos que registam consumos com os óleos sintéticos, mas se pores um óleo mineral esse consumo diminui parcialmente ou, até mesmo, desaparece por completo.
Quando mudamos o filtro de óleo convem, depois de por o óleo no motor e de verificar que esta a nível, por o motor a trabalhar uns breves instantes. O suficiente para que o óleo inunde o filtro.

Depois de parar o motor, convem deixar o óleo repousar o tempo suficiente para fazer uma leitura mais ou menos exacta do nível!

Caso o nível seja baixo, devemos atestar de óleo de forma a que este fique no nível máximo, mas nunca acima deste.

Prontos!
Feito!
Falta avisar que amanhã o óleo estar acima do nível máximo.
Mas não é motivo para alarme.
Põe a mota a trabalhar 2 min e depois para o motor.
Veste o casaco, põe o capacete, calça as luvas e só depois volta a verificar o nível de óleo e veras que o óleo se encontra no nível desejado.
No caso de motos que tem consumo de óleo, convém dividir a escala de medida do nível de óleo em duas partes. Meio para cima e meio para baixo.
Meio para cima está bom, não mexe!
Meio para baixo, é aconselhável atestar com o óleo, de preferência o mesmo que utilizas na mota.
Se estas em viagem, não tens óleo, esta no meio do nada e perdido, não entres em pânico se na escala o nível de óleo esta do meio para baixo. Neste caso o importante é que vejas óleo na escala. É sinal que o motor ainda tem óleo suficiente para as tarefas de lubrificação!
Se por ventura não vês óleo na escala e te importas com a saúde do motor da tua mota, desmonta e empurra!

Passo a passo…. 

A minha actividade profissional é muito sedentária. 

Passo os dias inteiros sentado a contar os traços descontínuos das estradas por donde círculo com Havalina. 

Apesar de ter a profissão que gosto, o sedentarismo que esta  exige, reflete-se de forma negativa na minha saúde e qualidade de vida. 

Andar de mota requer bons reflexos, uma condição física minimamente decente e alguma resistência de fundo. 

Para ter a profissão que gosto, andar de mota um dia inteiro e ao final do dia dar duas sem sair de cima (ao menos duas  katano!!), é necessário ter uma actividade física que impeça que a barriga cresça, que te sintas perro depois de uma hora no monte com Artax e, o que é pior, que os problemas te digam:

-Já!? 😮

Caminhar, para mim, é a solução mais equilibrada, barata, com um risco de lesões baixo e que se pode fazer em qualquer momento e em qualquer sitio desde que se tenha tempo. 

Como sempre, a maioria das minhas caminhadas serão a só, à descoberta, com alguma dose de aventura e surpresa à mistura. 

Postado uma nova trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=20777832 (Santa Perpétua de Mogoda) no #wikiloc

Distance 

Tenho andado desaparecido.

Mas não tenho estado parado. 

Desde a última RIM fiz muitos km a bordo da Dorothy e incluí nos meus projectos mais dois novos nomes!

Voyager e Galita!

O LoneRider Sanctuary é cada vez mais uma realidade da qual vos tenho que contar em breve. 

Mas o que me anda realmente a comer o coco é isto. 

Este é o meu calcanhar de Aquiles mais recente, o sistema eléctrico.

Esse sistema neurológico que obriga a estudo e dedicação, do qual não posso recorrer da força dissuasora do meu bom amigo Martelo. 

Foi então que conheci o, agora muito mais chegado, Multímetro. 

Multímetro é aquela ferramenta ideal para os trabalhos neurológicos nas motas, mede voltagem, impedância e a continuidade (ou não) da corrente através dos nervos. 

A maior afinidade com o Multímetro, maior a ira ciumenta do meu bom amigo Martelo. Tudo isto obriga a marcar alguma distância para evitar de ser acusado de dar um trato preferencial a um ou a outro! 

RIM17 – O Geres

O Geres

O dia amanheceu frio, arrepiado e encoberto.
O pessoal congregava-se à volta da mesa para o pequeno almoço sempre na companhia do atento e simpático Sr Brites!
O Carlos comunicava que nos teria que abandonar para se juntar aos problemas para cuidar das preocupações!
Mas mesmo assim, apesar de estar com ar serio e preocupado, mantinha a boa disposição que o caracteriza.

Eu estava muito mais tranquilo e o culpado era este novo sapato que tinha montado no dia anterior.
Hoje, era possivelmente o dia mais lento da RIM, o que pior condições reunia a nível de asfalto e o mais propenso a furos.Ter um pneu literalmente novo era uma garantia que ninguém no grupo podia ter.
Outro que olhava para o pneu da Xuxuzeca, neste cado ao dianteiro, era o Diogo, queixando-se da gradual perda de performance do mesmo.

Mesmo serio e preocupado, Carlos ainda soube gozar com as galinhas do sapato da Dorothy.
-Uma mão de galinhas de cada lado? Não vales nadinha, não curvas mesmo nada!
E foi assim que nos despedimos do Carlos e montamos nos animais para atravessar Chaves e continuar a percorrer a fantástica N103 até Boticas.

O objectivo era a Barragem do Alto Rabagão, que apesar de ofuscado pela marquise do Michel, apresentava aguas cristalinas e em calma, apesar de que as nuvens ameaçassem interromper essa tranquilidade.

O dia estava instável, frio e triste, e isso refletia-se em parte no animo de todos. Havia já no ar aquele sentimento que depois voltaríamos aos de sempre…

O extenso manto de agua deixava que se desenhasse nas suas margens uma estrada repleta de curvas que nos permitiam ver de diferentes perspectivas o entorno.

As curvas iam, uma atras de outra, mudando a paisagem típica transmontana, numa paisagem mais verde e condimentada com arvoredo, própria do Minho!

Tudo isto ajudava a que a diversão, apesar do dia triste, fosse uma constante, curva após curva!

Hoje era dia da Liberdade, 25 de Abril, dia da Revolução dos Cravos, dia de muitos soltarem a franga.

Pelo caminho encontramo-nos com diversos grupos de motociclistas, de todo o tipo de motos, inclusive umas fumarentas de fabrico nacional.

Passado o paredão da barragem do Alto Rabagão, era momento de procurar um posto de abastecimento para saciar as burras (como diria o Marco), para depois entrar em cheio no Parque Natural da Peneda Geres.
E o Geres é conhecido pelo difícil que pode ser de andar por e através dele!
No caminho do Miradouro da Pedra Bela estava uma pitoresca povoação de nome Ermida. É uma típica povoação de agricultores que vivem da agro-pecuaria, cujas casas são construídas em granito, e as ingremes ruelas feitas numa calçada sem padrão e pedras escolhidas ao acaso.

Entramos por uma ruela tão ingreme que eu mesmo duvidei se era por ali e o pior é que a meio a mesma torcia-se de tal forma que dividiu o grupo.

Como se não bastasse a rua continuava a subir!
O Diogo estava entusiasmado com a aventura, mas tínhamos que esperar pelo Nuno e o Miguel (Feiteira) que tinham ficado para tras.
Desmontei da moto, tirei a minha maquina para imortalizar o momento e desci a ladeira a pé a procura do Nuno e do Miguel.
E lá estavam eles, perguntando-se uma ao outro, por donde nos havíamos metido. E eu fiz sinal para que subissem e o Miguel acelarou mas não se atreveu a fazer a curva. Tivemos, entre eu e o Michel, fazer desmontar o Feiteira da mota, para que eu a tirasse dali. Como se fosse pouco, ele tinha o Controlo de Tracção ligado e alquilo foi um aborrecimento total.

Resolvido o pequeno problema, abrimos punho em direcção ao Moradouro da Pedra Bela, pelo meio do verde intenso do arboredo.
O local é propicio a boas fotos, mesmo com um dia cinzento ameaça constante de chuva. Abri o meu saco de deposito e ao ver a bolsa da camara vazia:
-Então!? Onde é que eu deixei a minha camara!? É pessoal, deixei a minha camara lá em baixo.
-Eu vi-te com ela na mão quando foste ajudar o Feiteira- disse a Eli.
-Pois foi! É pá Rui volta lá, que com sorte ainda a encontras!
E assim fui, incentivado pelo pessoal, montei na Dorothy e desci o monte.
Tarde demais.
Nem camara e, o que é o pior de tudo, nem as minhas fotos.

Menos mal que Eli tem jeito para a fotografia e conseguiu reproduzir fielmente, não só o dia aborrecido que fazia, mas também a belíssima paisagem que se pode ver.
Perdi uma camara a ajudar um companheiro, num acto de salvar alguém de um apuro e deixar para tras tudo. Nunca mais me lembrei da camara e fiquei triste pelo sucedido, mas não me arrependo de o ter feito.
Isto faz-me lembrar uma passagem entre dois viajantes inexperientes, um porque não sabia andar de mota e outro porque era tão distraído que não se provia em terra dos meios necessários. O segundo ajudou o primeiro em tudo o que pode, mas quando o segundo pediu por ajuda, o segundo deu a volta e abandonou-o à sua sorte.
Por estas e por outras historias ouvidas por aí, é que eu tento sempre ajudar toda a gente e ser humilde o suficiente para aceitar a ajuda e, caso necessário, pedir por ajuda.
Voltaria a perder mil camaras, se fosse necessário, para ajudar quem quer que fosse.
Neste caso foi o Feiteira, como foi o Marco na sua avaria, mas o que é certo é que comigo não se abandona ninguém há sua sorte!

Geres é sinal de verde!
Principalmente nas zonas que não ardem no flagelo dos incêndios de cada Verão!

Para haver verde tem que haver agua, e o Geres é testemunha das capacidades paisagísticas que este elemento tem!
Existem um sem numero de sítios que merecem uma vista atenta e descontraída.

Depois a fauna, boa parte deles protegidos, como os garranos, outros, como esta anfitriã, anda em liberdade por onde menos esperamos.
Alguns ainda nos olham de espanto como se fossemos um palácio.
Andamos assim, entre Portugal e Espanha, até encontrarmos um sitio onde saciar o estomago e decidir o que fazer, pois ir a Castro Laboreiro estava dependente de como evoluía o tempo.
A estrada do Lindoso foi a melhor sobremesa que podíamos ter tido. Quando apanhamos direcção a Soajo tínhamos as motas todas com os cavalos com a língua de fora! Quer dizer….
Excepção feita ao de sempre que cada vez que chegava ao pé da gente víamos como os cavalos da sua montada escreviam as cartas de suicídio.
Na estrada até ao santuário ainda houve umas boas abertas, mas foi sol de pouca dura e quando vi o jovem casal à procura de mantas e cobertores na mala do repolho percebi que o melhor era ir para casa.

Fazia frio, uns 14 ºC, ameaçava chover e no cruzamento para Castro Laboreiro víamos como uma densa nevoa subia o monte….

Era momento de reunir e debater o que se devia fazer, embora eu tivesse uma pequena esperança de que o pessoal alinhasse em subir a Castro Laboreiro para depois descer o Lindoso com muita raiva.
Mas não dava, havia ainda alguém que tinha que ir dormir a Lisboa e o relogio não parou para ajudar, o frio, o nevoeiro e algum cansaço acumulado levou o grupo a decidir rumar a sul!

Até o ranhoso do cupido ajudou ao marcar a Dorothy como a moto mais bonita desta RIM!

E claro, os invejosos não perderam pela demora em enfeitar-me o capacete!
Voltamo-nos a reunir para abastecimento na Area de Serviço de Barcelos para as despedidas finais.
Tinham sido 4 dias muito bons, com aventuras e desventuras, memorias que nos farão rir no futuro, que serviram para fortalecer amizades e assentar as bases de novas amizades.
Mais de mil km, desde o Porto até Melgaço, por sítios onde muito poucos pensaram que iam passar, com sítios que deixaram saudades e que de certo serão visitados novamente no futuro.
O meu sincero agradecimento ao Michel pela ajuda na organização, assim como a todos e cada um dos RIMistas que participaram nesta edição da Rota Internacional Motonliners.pt.
Para o ano há mais! Boas Curvas!

RIM 17 – O Lago de Sanabria

Este dia começou muito antes deste evento.
Mais ou menos uns 15 dias antes com uma chamada telefónica.
-Estou!
-Onde é que o moina anda?
– A caminho de casa!
-Olha pá, o veterinário disse que me vai operar no dia 24!
-Pronto velho! Ali estarei!
-Para quê!? Não tinhas uma volta de mota combinada?
– Sim pai, mas uma vez que estas internado….
– Hei! Nada de dramas! Tu vais ao que tens que ir, eu vou estar nas mãos dos médicos e não nas tuas, felizmente!
E foi assim que ficamos, eu e o meu pai, apesar de me ter precavido que a minha mãe não estaria só naquele momento, só fiquei dispensado de estar na RIM caso a operação corresse mal e tivéssemos que enrolar o meu pai num lençol e joga-lo no fundo do poço do quintal lá de casa (a pedido expresso dele).
Era obvio que quando me levantei naquela manhã em Zamora, o primeiro que me veio à cabeça foi o meu mentor, entubado e sedado, sendo talhado por bisturis e instrumentos de formas estranhas. O meu duche matinal foi um misto de pensamentos, entre rever o que tínhamos para hoje, o meu pai e uma preocupação crescente, que era o estado de degradação do pneu traseiro de Dorothy!

Mais uma manhã de RIM!?
Mais uma manhã de boa disposição!
O primeiro objectivo, depois de tudo acondicionado, era dar de comer aos animais, no posto de abastecimento mais perto, que a Xuxuzeca estava já a vapores!
Depois era o nosso estomago….

Bem!
Pensando bem, e antes que o Nuno nos vomite em cima, fomos ver aquele monte de pedras velhas ali ao fundo!

Embora aqui não se veja, mas ele aqui já estava na variação de verde para purpura e não parava de protestar!
É só uma Foto Nuno!

Ao parecer a CB do Nuno é solidaria com a sua alergia a pedras velhas e ficou adiantada no caso de for necessário dar de frosques!

Castrotorafe foi outrora um castro da linha de defesa de Castela, defendendo o reino das incursões de Portugal.
Hoje em dia apenas restam as ruinas do que foi o castelo.

Mas foi motivo suficiente para fazermos uma foto de grupo!
Aqui vê-se perfeitamente o efeito tranquilizante das gomas do Diogo, uma vez eu o Nuno já tem uma cor normal!

Ao longe, para lá do amontoado das pedras velhas, as aguas da Barragem de Ricobayo!

Vamos lá embora pessoal!
Agora sim!
Podiamos ir tomar o pequeno almoço!

As tostas de tomate e azeite, as sandochas de presunto e os cafés voaram num instante!
E as conversas entre o pessoal pareciam não ter fim!
Quase que era preciso arrasta-los para as motas, porque nem com o aliciante das curvas que ainda estavam por fazer, eles lá iam!
E o que veio a seguir foram umas estradas manhosas, estreitas mas com um piso do melhor, que subiam o monte até assentar num planalto que deixava ver bem alem no horizonte!

Esse mesmo horizonte, que depois de mais uma barrigada de curvas, nos levaria à bonita aldeia-fronteira de Rio de Honor!

A aldeia, atravessada pelo rio Onor, é uma pitoresca vila fronteiriça que tem a particularidade de estar mesmo na fronteira física de ambos os países.

Paramos para beber um refrigério!

E conhecer a povoação!

Que ao parecer ainda oferece todos os serviços ao estilo tradicional!

Tudo isto num ambiente bastante relaxante!

Com o murmulho das aguas do rio de fundo. 

Um sitio porreiro para um fim de semana de namoro!

Decidimos atravessar a fronteira, mas desta vez de uma forma original, fizemos a travessia do “arame farpado” a pé!

O xisto e o granito!
O cinzento, junto de um castanho ferroso que garante o calor para as largas noites de inverno….
Rio de Onor ficou no meu pensamento como um excelente sitio para campamento base para uma visita demorada para o que se segue!
Voltamos à estrada com o objectivo de sentar os pés debaixo da mesa antes do momento alto de hoje.
Por aqui não faltam curvas e as estradas tecem uma teia de traços cinzentos que agarram e envolvem os montes.
A cada cruzamento a pergunta repetia-se…
Quem é que falta!?

Cá está o gajo!

E o ceu pinta-se de negro ameaçante….

…chegando mesmo a cair alguma gota, aqui e ali!

O povo que roubou o nome ao lago, banhado pelas agua do rio Tera, onde procuraríamos onde comer!

Mas não sem antes eu fazer uma das minhas inversões de sentido!
Que eu curto bué ver o pessoal andar às voltas!
E depois tenho que tentar saber noticias do meu velho.
De facto já tinham tentado telefonar…

Enquanto o Nuno tentava saber se havia mais castelos para visitar nesta edição da RIM, do outro lado do telefone o meu irmão contava-me que a operação tinha sido um êxito, que o meu pai encontrava-se bem e que não me preocupasse porque estava bem atendido!

Prontos pessoal!
Já podemos ir almoçar….
Sentamo-nos numa mesa improvisada, numa esplanada e comemos sem pressa, contando peripécias de outras andanças, misturadas com perguntas sobre o que faltava visitar neste dia.
A minha preocupação pelo pneu da Dorothy era quase sempre acompanhado com um “convincente” “isso tem muita borracha!” do Nuno!
Depois do café, voltamos à estrada para entrar de cheio no Parque Natural do Lago de Sanabria.
Para já, o objectivo era visitar Ribadelago, povoação que foi vitima do rebentamento de uma presa (Vega de Tera), que a destruiu por completo e matou 144 dos seus habitantes!

Este é o memorial às vitimas, e esta era a forma, mais ou menos expressiva, que eu utilizava para explicar o sucedido ao Michel!

Momento de ouro, captado pela Eli!

Foto do grupo, antes de subir o monte para ver o lago!

Sem duvida uma paisagem inesquecível!

Mais uma oportunidade para o pessoal descontrair!
Só faltava agora, uma foto ali em baixo, no convento com aquela fachada gótica e tal!
Tudo isto enquanto o Nuno protestava e o Diogo o tentava com umas gomas!

Estas a ver Nuno, assim nem custa tanto!
Muito boa foto da autoria do Carlos!
-Vamos lá embora pessoal! Toca a despachar!
Por incrível que pareça isto eram palavras do Nuno!

De aqui até Chaves eram uns 120km (mais ou menos), onde as retas se resumiam a uns 3 ou 4 kms de IP4 em Bragança, psrs depois completar o trajecto até chaves pela estupenda e divertidíssima N103. Trajecto em que vamos ver o Feiteira revelar-se!

A maior parte destas imagens foram tiradas a bordo desta maquina, cujos ocupantes não valem nadinha, mas pronto, um gajo tem que sofrer!

Aqui os temos em primeiro plano numa das muitas paragens para por a conversa em dia.
– Quem é que falta!?
– Falta o Feiteira, que foi andando!
– A gente já o apanha!

E as curvas sucederam-se umas às outras, km a fio…

O sol já se despedia de nós quando o chegamos a Chaves!
Cansados mas felizes, fartos de curvas e desejando um bom jantar!

-Quem é que falta!?

Foi a primeira pergunta que me fez o Feiteira, porque conseguiu chegar a Chaves bem à frente de qualquer um de nós, graças à constancia e regularidade do seu andamento que serve para nos recordar que devagar se vai ao longe!

– É pá Rui!- disse o Michel- Estava ali um stand da KTM, queres ver se tem lá um pneu para a Dorothy!?
– Nem é tarde nem é cedo! Bora lá!

E foi assim que, num golpe de sorte, troquei o sapato à Dorothy!
Tinha assim garantida a minha participação até o fim do evento!
Tanta sorte não teve o Carlos, pois chegavam-lhe noticias de que ambas as preocupações estavam doentes e que a MJ já não tinha mãos a medir…
O jantar foi bem regado por um vinho da região, apimentado pela conversa de sempre, convívio bastante saudável, carne, bacalhau e a amabilidade do sr Brites, que tão bem nos acolheu no seu hotel!
Amanhã era o ultimo dia deste evento que já estava bem gravado nas memorias dos que nele participaram!

RIM17 – O Douro Internacional

Eram pouco mais das 6 da manhã quando os primeiros raios de luz iluminaram o quarto e despertando aqui o menino.
As voltas na cama foram acompanhadas com a revisão dos planos que tinha para hoje.
“Dar milho aos pitos, um par de sarralhas às coelhas….
Espera aí!
Onde é que eu estou?”
Levantei-me e espreitei pela janela e o primeiro que vi foi a Dorothy.
Prontos, já sabia onde estava.
Então o melhor é ir ver se esta tudo bem com o GPS e foi então que o gajo me mandou à volta. Por duas vezes seguidas me disse que não era possível calcular uma rota!
Enrosquei-me outra vez nas mantas e pouco a pouco fui-lhe dizendo por donde é que nos tinha que levar durante aquele dia!

Não fui o único a levantar-se cedo, o Diogo e o Luis aproveitaram-se logo do meu compressor para ver a pressão de ar dos pneus!

A segunda preocupação do dia foi ver se estava tudo no seu sitio!
Estavam todas e isso foi um descanso!
No restaurante do complexo Aldeaduero já nos tinham preparado uma mesa de pequeno almoço, que pouco a pouco ia congregando os RIMistas, uns mais ensonados que outros!

Durante o pequeno almoço, o Marco pôs o seu mapa em cima da mesa.

Se calhar o que se pretendia era que eu não tratasse do meu estomago. Mas a verdade é que ver um mapa à minha frente é sempre um aliciante.
Era tempo de lançar as bases da RIM do ano de 2018 e então concordamos que iriamos a um sitio qualquer, mais ou menos, dentro da península quando se estimasse oportuno!

A proposta foi ouvida com atenção e interesse, suscitando a participação de todos, principalmente a do Nuno que declarou algo do género:
-Com que não me levem a ver Castelos, por mim tudo bem!

Contas feitas, motos preparadas era tempo de subir o monte e procurar outro bem de primeira necessidade (gasolina).

Não antes de parar para ver o que a paisagem nos tinha para oferecer!

Por ali, por entre os montes, passa o anfitrião do dia de ontem e de hoje.

E foi aqui que atestamos os animais.
A certa altura, vejo o Carlos apressado a empurrar a mota:
-O que é que se passa!?- perguntou o Anjinho LoneRider apoiando-se no meu ombro direito- A Mota do Carlos não arranca?
-Eh! Eh! Eh!- sorriu com malicia o diabinho LoneRider- Consegue ser mais rápido a empurrar a mota que a conduzi-la!
-Depressa!!! Agua!!!- dizia o Carlos- Caiu-me gasolina na correia!!!
-Chega-lhe o fogo! – disse o diabinho LoneRider….
Acabamos todos a ajudar o Carlos e a Blu, com uma maquina de pressão a jogar agua em abundancia na correia de transmissão da Ventoinha!

Saindo de Lumbrales, já com as motas devidamente atestadas, as retas convidavam a uma condução relaxada para aproveitar o ar fresco da manhã!
Mas foi sol de pouca dura e a depressão até ao Douro obrigou a estrada a traçar vários km de descida técnica até à reentrada em Portugal.

Estávamos de volta a Barca D’Alva, cruzando o Douro, para voltar a subir os montes em procura de paisagens.

Primeiro fomos paralelos ao rio, à procura de uma estrada dessas sem jeito nenhum, que só de olhar para elas dá medo…
Como, quando a estrada tinha muitas curvas, tínhamos que esperar pelo Feiteira, os reagrupamentos ajudavam a que o pessoal tivesse um pouco uma noção de que eu, às vezes, não tinha a mais mínima ideia do que andava a fazer.
Isto de andar fora da Lei de Deus tem as suas coisas!

Ora então a estrada, que não se vê nesta foto, nada mais começar a subir tinha duas crateras lunares que adivinhava ser uma coisa medonha.
Que se lixe!
Ontem fizemos umas quantas inversões de marcha, se tivermos que fazer mais uma, não deve fazer diferença.
Bota lá para o caldeirão!

Aqui está ela, tínhamos uma estrada pendurada na encosta escarpada de uma garganta esculpida por um riacho que correia lá bem no fundo!
Era paisagens o que queríamos!?
Pois toma lá paisagens!

E o melhor de tudo, embora aqui e ali se mostrasse degradada, a estrada era perfeitamente praticável, estreita, sinuosa, mas perfeitamente praticável.

Para já, valia bem a pena ter redesenhado o mapa de hoje!
Existem males que veem por bens!

Mas a estrada acabou, e a paisagem deslumbrante também e terminamos todos num cruzamento a fazer a mesma pergunta de sempre.

Quem é que falta!?

Penedo Durão!
Tudo perfeito, só mesmo voltar pelo mesmo caminho é que é chato!

E com o sol já a aquecer, o pessoal procurava a sombra para o convívio do costume!
Aqui vemos o Diogo triste, depois de lhe termos comido a provisões de gomas para o dia!

Vamos embora pessoal!
Isto soava como o “all aboard” das cenas dos comboios a vapor dos filmes sobre a revolução industrial.
Pouco depois de arrancarmos, quando voltávamos literalmente para tras, parei mesmo na convergência de um caminho, que descia o monte até uns vinhedos distantes.
Chamei o Carlos e disse-lhe:
-Temos que descer por aqui! Achas que és capaz!?
-Por aqui!? Estas louco…. – o Nuno, que estava montado na sua mota à minha esquerda, espreita para ver o que indicava o meu GPS e mostra a sua surpresa.
-Mas olha Carlos que é mesmo por aqui que temos que ir!
Perplexo o Carlos olhava para o caminho pensando já nos plásticos da Blu!
Era obvio que não iriamos por ali, que o meu GPS tinha enlouquecido de vez, mas gostei de ver o Carlos com um nó na garganta.
Seguimos até Freixo de Espada à Cinta, onde o meu GPS quis renovar a sua dose de protagonismo e nos obrigou a dar umas quantas voltas dentro da Vila.
O objectivo era completar o cardápio de tipos de pisos desta edição da RIM com uma calçada romana.
Sim, o acaso levou-nos a uma saída da vila, que por ser tão especial, havia um cartaz que pedia especial atenção para não danificar uma calçada que era um monumento.
Não eram mais de 30m de calçada, feita de lajes de calcario, dispostas num padrão muito similar ao dos tijolos da parede e que estavam assim dispostas há mais de 1000 anos.
Para alem do asfalto, tínhamos calçada granítica, calcaria e agora calçada romana!

É disto que eu gosto!
Salvo que nos tenhamos que cruzar com um carro…
Sim, porque a estrada não deve ter largura para facilitar a manobra!

Quase que aposto que haveria alguém do grupo a perguntar:
-E agora!? Para onde é que este nos leva!?

Vamos ver o Douro pá!
Já sei que ele já estava muito visto nas ultimas 36h, mas para a maior parte de vocês, vai ser difícil voltar a vê-lo em breve.
A interioridade às vezes cria um habitat cuja intervenção do homem não é abusiva e o turismo se reduz a uns quantos pontos que saem nas guias. A minha ideia é de explorar esta interioridade, sair dos roteiros e encontrar sítios onde a pouca intervenção do homem nos faça estar realmente longe de tudo.

Apesar de haver agricultura, as estradas estreitas, que descem a encosta, os barcos de recreio no Douro, aposto que para alguns de vocês a paz vos inundou e estiveram, embora que por momentos, longe de problemas, preocupações da vida, e das rotinas que se vive cada dia, todos os dias.

E pronto!
Com tanta paz envolvente, lá vem o “Vadio” fazer das suas!

Com esta foto de grupo dávamos como finalizada a participação do Rio Douro, na RIM deste ano!
Embora o fossemos atravessar mais a frente, tratava-se apenas de uma travessia sem qualquer importância.
Como já íamos um pouco a contra relogio, decidimos não descer à Barragem da Bemposta para apanhar o IC5 que nos levaria directos ao Restaurante Balbina em Miranda do Douro.

E em Miranda o que é que se come?

Eu preferi Bacalhau!
Mas eu tenho desculpa, porque estou fora do meu país e estou a fazer dieta, etc e tal!
Este almoço cheirava a despedida, pois aqui três dos nove elementos, dariam a volta ao cavalo, para regressar a casa, por terem compromissos nas suas vidas.
Vidas complicadas, que devemos saber respeitar, apesar de sentir pesar por nos deixarem.
Foram, em todo momento uma excelente companhia, marcando a estreia do Tiago nestas andanças do moto turismo, tendo tido um prazer especial por conhecer o Luis e, que dizer do Marco….
Tenho que tentar não adivinhar os aniversários das suas preocupações!
Despedidas feitas, os que ainda ficávamos, eu, o Diogo, o Michel e a Eli, o Carlos e….
Quem é que falta!?
É pá Feiteira, estas aí?
Pois…
Fomos todos até Zamora!

Zamora é uma cidade importante na historia do nosso país.
Foi aqui que no dia 5 de Outubro de 1143 que os Reis de Castela e Portugal assinaram o tratado que reconhecia o Reino de Portugal como uma nação independente!

A ideia era fazer uma visita ao centro da cidade para ver aquilo que o Nuno mais gostava.
Castelos, ermitas, capela, igrejas e catedrais, o Nuno vibrava de emoção, até se via envelhecer!

Eu ainda insistia, para que o pessoal evitasse o magnetismo das esplanadas, mas foi quase impossível evitar e terminamos por começara a ver quais eram as esplanadas que tinham melhores ofertas!

O Carlos ainda me ajudou, tentando socorrer-se da arquitectura para dar um bom motivo para andarmos um pouco mais, mas para alem do magnetismo das esplanadas também havia sede.

Este é o único casal da RIM de este ano.
Podia começar com piadas fáceis, mas não seria justo.
Como se pode ver, estão à altura um do outro, são bué simpáticos e o espirito que ambos têm faz-se sentir. Conheço alguns casais assim no mundo das motos e é um privilegio conhecer gente assim!
Bem hajam!

Como não podia deixar de ser, terminamos todos a contar mentiras numa esplanada, enquanto esperávamos pelo jantar!
Mais uma noite entretida, em excelente companhia e conversas que, se não fosse o mesmo de sempre, tinham durado a noite toda!
Vamos embora Pessoal!
Xixi e cama!